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Mostrando postagens de fevereiro, 2011

Bom senso e bom gosto materno

Ainda criança pude perceber o bom gosto de minha mãe, quando encontrei uma foto do meu pai da época em que eles namoravam. Assim que olhei para aquele bigodinho e as canelinhas finas tive certeza de que o amor é cego. Ou pelo menos mamãe era cega. Eu voltava da escolinha e mostrava pra ela aquele monte de rabiscos que eu fazia com o lápis de cor, ela olhava e dizia : "Que linda a sua árvore filha!". Nunca tive coragem de contar que na verdade eu tinha desenhado um peixe. O importante é que ela achava minha "árvore" linda. Hoje posso comprovar o bom gosto ímpar de mamãe quando pego minhas fotos de criança. Graças a Deus eu era pequena e inocente demais pra me importar com o que as outras crianças pensavam de mim com aquele lacinho ridículo no topo da cabeça e o vestidinho amarelo-gema. É, o bom gosto materno é algo tão indiscutível quanto duvidoso. Pra não falar é claro no bom senso. Acho incrível a naturalidade de minha mãe ao escancarar minha vida amorosa na ...

O transporte público me odeia

Não adianta, eu não nasci para utilizar transporte público. Andem de metrô comigo e comprovem a minha total falta de desenvoltura. Se eu tiver um lugar pra sentar, beleza... mas se não tiver fodeu! Acontece que eu detesto segurar naquelas barras que ficam na parte de cima, e isso me da um certo desespero. O bom é que dá até pra fazer exercícios físicos me levantando na barra enquanto vou de uma estação à outra. Outra opção é segurar na cintura de algum passageiro, dar uma piscadinha sexy e fazer cara de biscate. Você deixa o pedreiro todo feliz e de quebra ainda consegue chegar ao seu destino sem ser arremessada para o fundo do vagão. Acho válido. Agora, eu andando de ônibus seria cômico, se não fosse triste. Com um fichario na mão e uma bolsa pendurada no ombro eu entro no ônibus. Pra dar dinheiro pro cobrador já complica minha vida, porque tenho que prender o fichário no meio das pernas pra usar a outra mão e pegar o dinheiro. A coisa complica mais quando eu tenho que fazer isso ...

Adolescentes e suas revistas

Ah 13 anos... que idade do cão! Eu me lembro de ir até a banca e ficar escolhendo as revistas:"Ah qual eu levo? Essa com a capa dos Backstreetboys ou será que eu levo essa do Felipe Dylon??". A dúvida era cruel. E todo mês era a mesma coisa, eu fazia minha mãe me comprar essas aberrações impressas. E não importa se a revista é de 1998 ou de 2008, o conteúdo é sempre o mesmo. Matérias como :"Tudo o que você sempre quis saber sobre os meninos/ Dicas para o primeiro beijo/ A 1ª vez dói?". Também tinham os testes, com aquela dose extra de criatividade: "Descubra se o gato está a fim de você/ Descubra se ele faz seu tipo/ Você é tímida?/ Você já está pronta para transar?". Absolutamente fantástico, e que atire a primeira pedra a menina que nunca comprou uma revista dessas e ficou lá fazendo os testes. Agora, uma das partes mais interessantes da revista era aquele espaço reservado para as leitoras mandarem suas dúvidas sobre sexo. Eu tenho uma aqui em mãos,...