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O transporte público me odeia


Não adianta, eu não nasci para utilizar transporte público. Andem de metrô comigo e comprovem a minha total falta de desenvoltura. Se eu tiver um lugar pra sentar, beleza... mas se não tiver fodeu! Acontece que eu detesto segurar naquelas barras que ficam na parte de cima, e isso me da um certo desespero.

O bom é que dá até pra fazer exercícios físicos me levantando na barra enquanto vou de uma estação à outra. Outra opção é segurar na cintura de algum passageiro, dar uma piscadinha sexy e fazer cara de biscate. Você deixa o pedreiro todo feliz e de quebra ainda consegue chegar ao seu destino sem ser arremessada para o fundo do vagão. Acho válido.

Agora, eu andando de ônibus seria cômico, se não fosse triste. Com um fichario na mão e uma bolsa pendurada no ombro eu entro no ônibus. Pra dar dinheiro pro cobrador já complica minha vida, porque tenho que prender o fichário no meio das pernas pra usar a outra mão e pegar o dinheiro. A coisa complica mais quando eu tenho que fazer isso com o veículo em movimento, o fichário escapa das minhas pernas e escorrega la pro fim do ônibus.

Até ai tá beleza, eu dou o dinheiro, passo pela catraca, vou andando pelo corredor dando bolsadas na cara dos passageiros sentados, recupero meu fichário e procuro algum lugar para segurar. Mas ai tem aquele probleminha de se segurar com uma mão só, é meio difícil pra mim sabe, quase sempre acontece de eu perder o equílibrio e cair no colo de alguém. Mas fora isso tem os passageiros, que são um show à parte. Hoje mesmo sentei do lado de uma senhora cuja bunda anormalmente grande ocupava um assento e meio. Isso me fez pensar em como ela faria para se sentar numa privada, parecia um tanto quanto inviável, então supus que ela provavelmente usa uma daquelas piscinas infláveis de 20 litros.

É um pensamento relativamente estranho para se ter durante o trajeto do ônibus, mas eu estava sem meu mp3, então não tive muita alternativa. E lá estava eu absorta em meus pensamentos sobre a piscina inflável, que me levou a pensar na boneca inflável e noutras cosítas mais, quando olho pro outro lado e vejo uma menina fazendo uma apresentação de dublagem. Ela não só dublava a música que estava tocando no rádio, ela interpretava e fazia caras e bocas. Realmente bizarro. Graças a Deus o ônibus chegou logo na faculdade e eu saltei fora do freak show bus.

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